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Internacional - 26/05/2012

Jornal do Commercio: ONU chama atenção do Brasil

ONU chama atenção do Brasil

AVALIAÇÃO Conselho de Direitos Humanos alertou o País sobre a garantia dos direitos básicos na preparação da Copa e das Olimpíadas

Wagner Sarmento

O Conselho de Direitos Humanos (CDH) da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou ontem o Brasil sobre a necessidade de garantir o respeito aos direitos humanos durante a preparação para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O governo brasileiro foi submetido ontem à Revisão Periódica Universal (RPU), em Genebra.

A avaliação foi conduzida pelos 47 Estados-membros do CDH. Os três países relatores – China, Polônia e Equador – foram responsáveis pela elaboração do relatório final.

“A reestruturação urbana em avanço para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016 deve ser devidamente regulada para prevenir deslocamentos e despejos forçados”, afirma a ONU em seu site.

Pernambuco, citado no relatório, esteve representado na reunião pelo Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop), que goza de status consultivo na ONU e ajudou a elaborar o documento que serviu de base para a revisão feita pelo CDH. O coordenador executivo do Gajop, Luis Emmanuel Cunha, ressaltou que os membros do conselho criticaram a falta de acesso à Justiça por parte dos mais pobres. “Chamou-me atenção que os Estados revisores enfatizaram a necessidade do Brasil em melhorar o acesso à Justiça, fortalecendo-o e reduzindo a morosidade”, disse, de Genebra, em entrevista por e-mail. “Além disso, os temas sobre sistema prisional, proteção aos defensores de direitos humanos e direitos das mulheres foram bastante citados, dominando os debates praticamente”, acrescentou Cunha. Outro ponto citado pelo relatório é a necessidade de frear execuções extrajudiciais pela polícia.

A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), que liderou a missão brasileira em Genebra, salientou o atual modelo de desenvolvimento, baseado na inclusão social e distribuição de renda como pressupostos básicos para a garantia dos direitos humanos.

“Representamos um país que possui um projeto de desenvolvimento nacional, no qual se integram o crescimento econômico e o aprofundamento da inclusão social e dos direitos humanos. Mais de 28 milhões de brasileiros e brasileiras saíram da pobreza nos últimos anos”, afirmou ela, ante um plenário lotado.

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ABELARDO DA(S) HORA(S)... INESQUECÍVEIS!

Rua do Sossego, 307! Era assim que eu reconhecia a casa do nosso vizinho de rua... Sorridente, por vezes a porta de sua casa, conversava com todo mundo. Sempre munido de uma boina branca e uma camisa de linho bem posta. Mas, apesar da coincidência de endereços, foi o trabalho e a crença em um ideal de justiça que proporcionou, por várias vezes, o nosso encontro.

POR OUTRO MODELO DE ATENÇÃO À INFÂNCIA

Joel Birman (2012) faz uma acurada reflexão sobre as modalidades do mal estar e sua incidência na subjetividade atual, em seu livro intitulado “O sujeito na contemporaneidade”. Para Birman, há uma compulsão na atualidade pelo uso de psicotrópicos, que se modela e dissemina em nossos dias de forma banal. Com a popularização do uso de diversos psicotrópicos, compreende-se que há um remédio para qualquer mal estar. Com efeito, há uma modificação nos laços sociais, intermediado pelo imperativo farmacológico, a cada manifestação de comportamentos singulares.

AÇOITES

Em “12 anos de escravidão”, filme que traz para a tela do cinema a história do violinista Solomon Northup (homem negro, que teve sua vida interditada e brutalmente modificada após ser traficado), a temática da tortura, no formato de escravidão, cometida contra negros é abordada de maneira singularmente realista, o que gera aos telespectadores a possibilidade de refletir sobre essa forma de violência, ainda tão presente nos dias atuais.

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