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Institucional - 02/09/2015

NOTA PÚBLICA SOBRE O CRESCENTE NÚMERO DE MORTES DE POLICIAIS NO ESTADO DE PERNAMBUCO

NOTA PÚBLICA

O GAJOP – Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares, ONG de Direitos Humanos com status Consultivo Especial junto ao Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas, vem, por meio desta, externar sua preocupação com o crescente número de mortes de policiais no Estado de Pernambuco.
Neste ano já se soma o total de dezessete (18) policiais mortos no Estado. Só neste final de semana, foram registradas duas mortes: uma policial civil, vítima de latrocínio em Abreu e Lima no sábado (29), e outra de um policial militar, morto pelo próprio colega de trabalho dentro de uma viatura, por haver divergência entre eles quanto à questão das cotas raciais.
O panorama das ameaças contra agentes de segurança no País é extremamente preocupante. Recentemente o Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou que 75,6% dos agentes de segurança entrevistados já foram ameaçados em serviço e que 53,1% fora dele. A mesma pesquisa aponta que esta situação implica na mudança de hábitos destes profissionais que evitam, por exemplo, a utilização do transporte público (61,8%) e (35,2%) procuram esconder suas fardas.
O fato é que estamos diante de uma conjuntura em que a criminalidade em Pernambuco aumenta progressivamente. Neste cenário, sem a valorização das polícias e a ausência de garantias plenas de condições materiais e objetivas de trabalho, não seremos, enquanto sociedade, capazes de garantir o direito à vida e à integridade da população como um todo de forma responsável e republicana.
Também é importante ressaltar a necessidade de investimento na carreira e capacitação profissional, diante da grande deficiência nos processos de seleção, formação e acompanhamento psicossocial dos agentes de segurança. É preciso, assim, que o profissional que está nas ruas combatendo o crime, venha a proteger a população sendo capaz de administrar conflitos, e pautado em uma orientação, oferecida pelo Estado, que o permita agir sempre de forma proporcional e equilibrada.
O GAJOP portanto, se solidariza com os familiares dos policiais assassinados e com a luta por melhores condições do exercício da profissão sempre baseado nas diretrizes fundamentais dos Direitos Humanos e da Cidadania de todas e de todos, além de exigir que esses casos, assim como os tantos outros crimes violentos letais intencionais ocorridos em Pernambuco, sejam investigados com celeridade e os seus autores responsabilizados na forma da lei.


Recife, 31 de agosto de 2015

Coordenação Executiva do GAJOP.

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ABELARDO DA(S) HORA(S)... INESQUECÍVEIS!

Rua do Sossego, 307! Era assim que eu reconhecia a casa do nosso vizinho de rua... Sorridente, por vezes a porta de sua casa, conversava com todo mundo. Sempre munido de uma boina branca e uma camisa de linho bem posta. Mas, apesar da coincidência de endereços, foi o trabalho e a crença em um ideal de justiça que proporcionou, por várias vezes, o nosso encontro.

POR OUTRO MODELO DE ATENÇÃO À INFÂNCIA

Joel Birman (2012) faz uma acurada reflexão sobre as modalidades do mal estar e sua incidência na subjetividade atual, em seu livro intitulado “O sujeito na contemporaneidade”. Para Birman, há uma compulsão na atualidade pelo uso de psicotrópicos, que se modela e dissemina em nossos dias de forma banal. Com a popularização do uso de diversos psicotrópicos, compreende-se que há um remédio para qualquer mal estar. Com efeito, há uma modificação nos laços sociais, intermediado pelo imperativo farmacológico, a cada manifestação de comportamentos singulares.

AÇOITES

Em “12 anos de escravidão”, filme que traz para a tela do cinema a história do violinista Solomon Northup (homem negro, que teve sua vida interditada e brutalmente modificada após ser traficado), a temática da tortura, no formato de escravidão, cometida contra negros é abordada de maneira singularmente realista, o que gera aos telespectadores a possibilidade de refletir sobre essa forma de violência, ainda tão presente nos dias atuais.

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