Notícias

Institucional - 22/03/2017

NOTA DE REPÚDIO CONTRA AÇÃO VIOLENTA DA PMPE, NO CASO DO JOVEM BALEADO EM ITAMBÉ/PE


O Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares – GAJOP – manifesta seu repúdio a mais uma ação violenta da Polícia Militar de Pernambuco. Desta vez a vítima foi Edvaldo da Silva Alves, que, no meio de um protesto contra a situação de insegurança instaurada em Itambé/PE, foi baleado à queima roupa por um policial, arrastado ao bagageiro da viatura e agredido pelo policial que o arrastava. O vídeo do ocorrido circula pelas redes sociais e deixa nítido que não havia nada que ensejasse qualquer reação policial à altura da que aconteceu.

Ressaltamos que este não é um fato isolado. O número de casos envolvendo violência gratuita por parte da polícia só tem aumentado. Podemos citar casos como o que envolveu o jovem Leonardo Ferreira, do Movimento Ocupe Estelita, em outubro de 2015, ou o que vitimou integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST –, da Ocupação Carolina de Jesus, em fevereiro de 2017.

Sentimos, através dos últimos acontecimentos, que existe um processo de desumanização que guia a conduta de certos policiais da corporação, denotando uma falta de cuidado com a população e com os reais bens a serem assegurados por uma política de segurança, que, ironicamente, se chama “Pacto pela Vida”. É certo que muito disso é consequência da forma militarizada sob a qual a polícia se estrutura, operando sob uma lógica de guerra, contribuindo para a precarização do trabalho do policial e resultando em situações de violência junto à sociedade.

O GAJOP, embora preze pela importância do diálogo junto à Polícia Militar de Pernambuco, não se exime de fazer a crítica aos erros dos policiais que compõem a corporação, na expectativa de que esta os reconheça e trabalhe para mudar tal realidade.

Neste momento, Edvaldo encontra-se em estado grave no Hospital Miguel Arraes e necessita urgentemente de doações de sangue. Edvaldo não cometeu nenhum crime, Edvaldo não ameaçou nem colocou a vida de nenhum policial em risco, Edvaldo apenas exercia (ou pelo menos tentava exercer) sua cidadania numa manifestação pacífica e legítima.

Recife, 22 de março de 2017.

Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares - GAJOP

Comente

comentários 0

ABELARDO DA(S) HORA(S)... INESQUECÍVEIS!

Rua do Sossego, 307! Era assim que eu reconhecia a casa do nosso vizinho de rua... Sorridente, por vezes a porta de sua casa, conversava com todo mundo. Sempre munido de uma boina branca e uma camisa de linho bem posta. Mas, apesar da coincidência de endereços, foi o trabalho e a crença em um ideal de justiça que proporcionou, por várias vezes, o nosso encontro.

POR OUTRO MODELO DE ATENÇÃO À INFÂNCIA

Joel Birman (2012) faz uma acurada reflexão sobre as modalidades do mal estar e sua incidência na subjetividade atual, em seu livro intitulado “O sujeito na contemporaneidade”. Para Birman, há uma compulsão na atualidade pelo uso de psicotrópicos, que se modela e dissemina em nossos dias de forma banal. Com a popularização do uso de diversos psicotrópicos, compreende-se que há um remédio para qualquer mal estar. Com efeito, há uma modificação nos laços sociais, intermediado pelo imperativo farmacológico, a cada manifestação de comportamentos singulares.

AÇOITES

Em “12 anos de escravidão”, filme que traz para a tela do cinema a história do violinista Solomon Northup (homem negro, que teve sua vida interditada e brutalmente modificada após ser traficado), a temática da tortura, no formato de escravidão, cometida contra negros é abordada de maneira singularmente realista, o que gera aos telespectadores a possibilidade de refletir sobre essa forma de violência, ainda tão presente nos dias atuais.

» Veja mais opiniões






» Veja mais publicações
Rua do Sossego, 432, Boa Vista, Recife - CEP 50050-080 - Fone: (81) 3092-5252   Fax: (81) 3223-0081

© 2009 GAJOP - Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares - Todos os direitos reservados.

Site desenvolvido por Ideias Bordô