Programa - Educação para Cidadania


O que fazemos

Atividades Estratégicas

Enquanto espaço de denúncia e de planejamento de atividades de interesse geral, a pedagogia voltada para a autonomia dos atores sociais concretiza-se a partir do Fórum Comunitário de Prevenção à Violência que, com a adesão do conjunto de forças sociais representadas nas diversas organizações comunitárias (lideranças jovens e adultas), define-se através dos Eixos de Atuação da Rede Solidária de Defesa Social: 1.Problematizar a violência; 2.Ter o foco na juventude; e 3.Priorizar a educação e a cultura como campos de intervenção. Assim, as atividades educativas que se integram e complementam a via de Informação e Formação dos atores sociais, constituem estratégias de ação intrabairros e interbairros voltadas para:

  • • Ciclo de Oficinas Pedagógicas com a Juventude - com os objetivos de construção de uma identidade social (individual e coletiva) da condição de Ser Jovem Cidadão(ã), desenvolvendo-a politicamente e impulsionando-a para uma participação questionadora nos espaços onde atuam sobre a vida política da comunidade e seus rebatimentos nas estratégias de garantias de DH na vida do bairro e na cidade.
  • • Oficinão da Juventude - encontro (interbairros) de interação entre representantes dos diversos grupos jovens, favorecendo a “descoberta” da sua força como integrantes da luta maior pela organização do movimento juvenil na cidade do Recife e como porta-vozes do Sistema de Proteção e Garantia de Direitos Humanos.
  • • Comunicação Social - domínio e apropriação de “ferramentas” como apoio ao conjunto das iniciativas do movimento juvenil, capazes de dar visibilidade aos atores intra e interbairros, objetivando estimular, para um público cada vez maior da cidade, as discussões sobre a problemática e as propostas da juventude.
  • • Rodas de Diálogo - Interação com diversas entidades, fóruns e redes, em função da organização do movimento juvenil, para que participem do debate sobre definição e implementação de políticas públicas para a Juventude.
  • • PesquisAção - Metodologia de estudos e levantamentos - apresentação dialogada de dados e informações, envolvendo a população, a partir da definição dos temas essenciais à garantia de uma vida digna - com o objetivo de empoderamento do movimento popular para o exercício qualitativo de sua interlocução nos espaços de políticas públicas.
  • • Seminários e Boletins - sobre temas de interesse geral, envolvendo a pluralidade de atores sociais, qualificando a intervenção desses interlocutores nos espaços de debate sobre gestão de políticas públicas com efeitos na construção coletiva de propostas governamentais pautadas por valores democráticos informados pelos princípios dos direitos humanos.

Desafios e Alcances da Rede Solidária

A Rede Solidária enfrenta o desafio de (re)significar práticas a partir de linguagens que possam dar outros sentidos às relações de classes sociais, gênero, raça/etnia e geração, dando lugar, origem e reconhecimento de sujeitos políticos, criativos e ativos. Ainda que o contexto social em que estes atores vivem seja de extrema violência e pobreza é preciso situar-se na contra-mão do tráfico de drogas, dos homicídios, da exploração sexual infanto-juvenil e identificar-se como sujeito de direitos, na sua condição de negro(a), mulher, jovem, pessoa com deficiência, LGBT etc., desenvolvendo a sua autoestima e seu orgulho de pertencer ao processo de interação na construção social de novas sociabilidades referenciadas por relações humanas, segundo os princípios dos direitos humanos.

O trabalho de intervenção da Rede Solidária de Defesa Social, inter e intrabairros, realizado nos últimos anos nos territórios populares da Cidade do Recife, possibilitou a introdução da discussão de Direitos Humanos nas comunidades que apresentam maiores índices de vulnerabilidade social para o segmento jovem da população. E, para isso, esta proposta educativa de reforço da capacidade organizativa do Movimento Popular terá de enfrentar a ruptura com o “localismo”, próprio das experiências de base comunitária para ocupar o lugar na cena pública em defesa da prevenção à violência. Mais precisamente, o processo pedagógico terá de trabalhar amplamente o imaginário social, tão dominado por representações populistas, paternalistas, patrimonialistas etc., impeditivas à construção da gestão pública da política de segurança.

Mas é no sentido da mudança dessas representações sociais que a proposta da Rede Solidária vem consolidando-se sobre vários aspectos. Entre eles, o reforço ao protagonismo da juventude e a qualificação do conjunto do movimento popular para incidir nos espaços de decisão da cidade e lutar pela sua inserção na proposta da agenda de construção da política pública de segurança cidadã.

Programa - Educação para Cidadania

ABELARDO DA(S) HORA(S)... INESQUECÍVEIS!

Rua do Sossego, 307! Era assim que eu reconhecia a casa do nosso vizinho de rua... Sorridente, por vezes a porta de sua casa, conversava com todo mundo. Sempre munido de uma boina branca e uma camisa de linho bem posta. Mas, apesar da coincidência de endereços, foi o trabalho e a crença em um ideal de justiça que proporcionou, por várias vezes, o nosso encontro.

POR OUTRO MODELO DE ATENÇÃO À INFÂNCIA

Joel Birman (2012) faz uma acurada reflexão sobre as modalidades do mal estar e sua incidência na subjetividade atual, em seu livro intitulado “O sujeito na contemporaneidade”. Para Birman, há uma compulsão na atualidade pelo uso de psicotrópicos, que se modela e dissemina em nossos dias de forma banal. Com a popularização do uso de diversos psicotrópicos, compreende-se que há um remédio para qualquer mal estar. Com efeito, há uma modificação nos laços sociais, intermediado pelo imperativo farmacológico, a cada manifestação de comportamentos singulares.

AÇOITES

Em “12 anos de escravidão”, filme que traz para a tela do cinema a história do violinista Solomon Northup (homem negro, que teve sua vida interditada e brutalmente modificada após ser traficado), a temática da tortura, no formato de escravidão, cometida contra negros é abordada de maneira singularmente realista, o que gera aos telespectadores a possibilidade de refletir sobre essa forma de violência, ainda tão presente nos dias atuais.

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