Programa - Justiça Cidadã


História

Criado por uma parceria entre o GAJOP e a Prefeitura da Cidade do Recife, o Projeto Justiça Cidadã, atuante desde 2002, tem por objetivo incidir sobre as necessidades de acesso à Justiça e ao Direito e visa a prevenção da violência por meio da utilização de Métodos Pacíficos de Resolução de Conflitos. Ações de educação em direitos, que garantam às pessoas, em situação de risco e vulnerabilidade social, oportunidades de acesso ao Direito e à Justiça, visando o exercício ativo da cidadania (individual e coletiva) e a difusão dos Direitos Humanos, constituíram-se nas principais metas do projeto.



O Justiça Cidadã foi inicialmente criado como uma Assistência Jurídica gratuita. Buscando melhorar a qualidade do serviço que já era oferecido pela Prefeitura nos anos anteriores, assim como facilitar o acesso da população a ele, foram criados núcleos de forma descentralizada e com um novo enfoque: priorizar a defesa e garantia dos direitos humanos e a prevenção da violência. Nesse primeiro momento, o papel do GAJOP era realizar o acompanhamento sistemático das ações de assistência judiciária desses núcleos, bem como do processo de capacitação e gerenciamento dos técnicos.



Desde o início, o GAJOP propunha que o projeto deveria ter como objetivo o fortalecimento do exercício da cidadania a partir da educação em direitos. Assim, ao longo dos anos, a prática cotidiana permitiu o amadurecimento de um entendimento e de uma metodologia próprios, que se baseiam em três elementos estruturantes: a mediação de conflitos pautada nos princípios norteadores dos Direitos Humanos, e assim apreendida como estimuladora de uma atuação cidadã, fomentando o diálogo e a liberdade das partes em solucionar seus conflitos; a equipe interdisciplinar; e a sistematização das principais problemáticas da população, por meio de um Banco de Dados psicossocial e uma Base de informações jurídicas.



Até 2010, este projeto realizou mais de 40.000 (quarenta mil) atendimentos em 8 (oito) anos de existência nos bairros da Caxangá, Ibura e Pina, contabilizando cerca de 7.000 (sete mil) atendimentos, 600 (seiscentas) mediações de conflitos familiares e 100 (cem) novas ações judicializadas, anualmente.

ABELARDO DA(S) HORA(S)... INESQUECÍVEIS!

Rua do Sossego, 307! Era assim que eu reconhecia a casa do nosso vizinho de rua... Sorridente, por vezes a porta de sua casa, conversava com todo mundo. Sempre munido de uma boina branca e uma camisa de linho bem posta. Mas, apesar da coincidência de endereços, foi o trabalho e a crença em um ideal de justiça que proporcionou, por várias vezes, o nosso encontro.

POR OUTRO MODELO DE ATENÇÃO À INFÂNCIA

Joel Birman (2012) faz uma acurada reflexão sobre as modalidades do mal estar e sua incidência na subjetividade atual, em seu livro intitulado “O sujeito na contemporaneidade”. Para Birman, há uma compulsão na atualidade pelo uso de psicotrópicos, que se modela e dissemina em nossos dias de forma banal. Com a popularização do uso de diversos psicotrópicos, compreende-se que há um remédio para qualquer mal estar. Com efeito, há uma modificação nos laços sociais, intermediado pelo imperativo farmacológico, a cada manifestação de comportamentos singulares.

AÇOITES

Em “12 anos de escravidão”, filme que traz para a tela do cinema a história do violinista Solomon Northup (homem negro, que teve sua vida interditada e brutalmente modificada após ser traficado), a temática da tortura, no formato de escravidão, cometida contra negros é abordada de maneira singularmente realista, o que gera aos telespectadores a possibilidade de refletir sobre essa forma de violência, ainda tão presente nos dias atuais.

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